terça-feira, 5 de julho de 2011

Felicidade de Viver

Viver. Afinal o que é viver? O que é a vida? Porquê que nascemos? Porquê que temos de viver?
Acho que toda a gente já fez estas perguntas a si próprio. Algumas continuam na ignorância, outras tentaram procurar as respostas.
A vida é repleta de escolhas. Cada qual faz as suas. Cada um escolhe seu caminho e cria esse caminho. Uns optam pelos caminhos aborrecidos mas felizes. Outros pelo caminho negro e de fim trágico. E ainda existe o caminho fácil, das escolhas simples, erradas, que criam uma falsa alegria, uma falsa felicidade, e que nem sempre tem o melhor fim.
Não existem destinos traçados. Existem destinos criados por nós. Há quem sofra mas seja feliz. Há quem seja infeliz e finja essa felicidade. E há quem ainda, como referi, quem viva envolvido por uma felicidade falsa e que não se aperceba que fez da sua vida uma ilusão. Mas será isso uma opção? Mentir nunca foi boa opção. Viver na ilusão dela só nos cria mais desilusões. Mas porquê uma vida de ilusão? Porque gostam mais da mentira, da vida simples, da adrenalina assassina, dos olhos fechados à realidade? Será a ilusão uma vida boa? Mas isso não é uma falsa vida repleta de mentiras? Estás sozinho no fundo do poço repleto de escuridão? Tens a certeza que já não acenderam uma luz mesmo sendo pequenina? Tens a certeza que nas sombras que te rodeiam não está alguém à tua espera? Se calhar alguém que não esperavas encontrar. Não estarás tu rodeado de pessoas que te adoram mas que finges que não existem? Não serás tu cobarde ao ponto de não tentares lutar pela tua felicidade? Uma felicidade sem mentiras nem ilusões. Uma felicidade sincera e pura!
Como disse, a vida é feita de escolhas, é traçada por nós, é criada por nós. Está nas nossas mãos decidir entre a felicidade lutada e sincera e a felicidade falsa e repleta de ilusões.

Numa aldeia

Kaya e Dallas eram um casal de camponeses que habitavam no interior de um país. Tal como já é habitual no interior, esta pequena aldeia era um pouco desenvolvida e era constituída por pouca população. Tendo os jovens saído deste local para a cidade à procura de uma vida melhor, este era um dos casais já idosos que faziam parte desta população já envelhecida.
Eles, tal como todos os restantes habitantes, viviam do que a agricultura lhes fornecia e, tendo eles animais que necessitam de pastar, todas as manhãs da Primavera acordavam antes do Sol nascer para que, às 6h, quando o Sol já começava a surgir por detrás das Serras, eles saíssem de casa juntamente com o seu gado, e subissem ao cimo das colina, onde a erva é mais tenra e mais abundante, para que seus animais se pudessem consolar a comer o que tanto lhes saberia bem.
Como lá passavam muitas horas à espera que seus animais se sentissem satisfeitos para que pudessem regressar novamente para o seu lar e visto que os anos não paravam e eles já não possuíam a genica que outrora tinham tido nas suas juventudes, eles aproveitavam estas horas para se deitarem juntos sobre a palha para descansar enquanto vigiavam seu gado e deixavam seus pensamentos voarem para as cidades, imaginando assim como seria lá viver. Como seria viver num lugar que desconheciam.