sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A emigração e os jovens


Ao que parece, este ano a emigração será muito falada. Não digo que haja mais emigração que o habitual, pois sempre houve imensos emigrantes portugueses, mas que, provavelmente, será colocada mais vezes como opção, isso será, com certeza! Principalmente quando o próprio Estado nos incentiva a tal. E uma coisa é certa, se nós, portugueses, seguirmos esta sugestão, isto será muito mau para o país. Vejamos se não tenho razão:

Um português emigrando, deixará de fazer parte da população portuguesa, passando a fazer parte de outro país. e que consequências isso trás?

  • Imposto pago noutro país (menos dinheiro a entrar em Portugal);
  • Mão-de-obra dada a outro país (menos mão-de-obra em Portugal, menos produção, menos exportação);
  • Deixam de fazer compras em Portugal (mais dinheiro que Portugal perde para outro país).
Eu enumerei três consequências. Foi as que me lembrei, mas provavelmente haverá mais. Mas acho que estas três são mais que suficientes para se fazer notar que a emigração é má para Portugal. Todavia, quem é rico é rico, e quer lá saber disso! Não têm dinheiro? Não arranjam emprego? Emigrem! Professores deste país, ide partilhar vossos conhecimentos para outros países! Não vedes que aqui em Portugal não há emprego para vós? Juntem-se aos jovens casais que emigram levando com eles os vossos alunos. Alunos esses que iriam se o vosso trabalho!

Senhores Ministros, metam duas coisas nas vossas cabeças burras: mandarem os portugueses embora e ter jovens desempregados é péssimo para a economia do país. Somem 2+2! Eu tenho 18 anos, mas eu ensino-vos, que sempre fui boa a matemática e coisas que requerem lógica são o meu forte. Da emigração já nem vou falar visto que já falei. Se já não se lembram, voltem atrás no texto. Quanto aos jovens, jovens como eu, desempregados, que procuram emprego, só querem uma coisa: terem trabalho! E sabem porquê? Para ganharem, gastarem e juntarem dinheiro.. E sabem para quê? Para terem uma vida, um futuro, uma carreira, a sua independência! E sabem que isto faz ao nosso país? Ou é preciso voltar a repetir a lengalenga da emigração? Sim, porque um jovem na minha situação, desempregado, a viver às custas dos pais porque não têm outra opção (há quem goste, eu detesto) e que não emigram, para além de não estarem a ajudar um outro país, também não estão, em nada, a contribuir para o nosso, excepto na população. e sabem porquê? Porque não ganham dinheiro, não ganhando, não têm dinheiro para gastar. E não gastando dinheiro, não contribuem para a economia do país. E o futuro do país pertence a quem? Aos jovens! E quem tem o dever de manter a economia do país estável? Os jovens!

E não digam mal do Brasil. Sabem porquê? Porque estão a tornar Portugal noutro Brasil, só que em ponto pequeno...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Felicidade de Viver

Viver. Afinal o que é viver? O que é a vida? Porquê que nascemos? Porquê que temos de viver?
Acho que toda a gente já fez estas perguntas a si próprio. Algumas continuam na ignorância, outras tentaram procurar as respostas.
A vida é repleta de escolhas. Cada qual faz as suas. Cada um escolhe seu caminho e cria esse caminho. Uns optam pelos caminhos aborrecidos mas felizes. Outros pelo caminho negro e de fim trágico. E ainda existe o caminho fácil, das escolhas simples, erradas, que criam uma falsa alegria, uma falsa felicidade, e que nem sempre tem o melhor fim.
Não existem destinos traçados. Existem destinos criados por nós. Há quem sofra mas seja feliz. Há quem seja infeliz e finja essa felicidade. E há quem ainda, como referi, quem viva envolvido por uma felicidade falsa e que não se aperceba que fez da sua vida uma ilusão. Mas será isso uma opção? Mentir nunca foi boa opção. Viver na ilusão dela só nos cria mais desilusões. Mas porquê uma vida de ilusão? Porque gostam mais da mentira, da vida simples, da adrenalina assassina, dos olhos fechados à realidade? Será a ilusão uma vida boa? Mas isso não é uma falsa vida repleta de mentiras? Estás sozinho no fundo do poço repleto de escuridão? Tens a certeza que já não acenderam uma luz mesmo sendo pequenina? Tens a certeza que nas sombras que te rodeiam não está alguém à tua espera? Se calhar alguém que não esperavas encontrar. Não estarás tu rodeado de pessoas que te adoram mas que finges que não existem? Não serás tu cobarde ao ponto de não tentares lutar pela tua felicidade? Uma felicidade sem mentiras nem ilusões. Uma felicidade sincera e pura!
Como disse, a vida é feita de escolhas, é traçada por nós, é criada por nós. Está nas nossas mãos decidir entre a felicidade lutada e sincera e a felicidade falsa e repleta de ilusões.

Numa aldeia

Kaya e Dallas eram um casal de camponeses que habitavam no interior de um país. Tal como já é habitual no interior, esta pequena aldeia era um pouco desenvolvida e era constituída por pouca população. Tendo os jovens saído deste local para a cidade à procura de uma vida melhor, este era um dos casais já idosos que faziam parte desta população já envelhecida.
Eles, tal como todos os restantes habitantes, viviam do que a agricultura lhes fornecia e, tendo eles animais que necessitam de pastar, todas as manhãs da Primavera acordavam antes do Sol nascer para que, às 6h, quando o Sol já começava a surgir por detrás das Serras, eles saíssem de casa juntamente com o seu gado, e subissem ao cimo das colina, onde a erva é mais tenra e mais abundante, para que seus animais se pudessem consolar a comer o que tanto lhes saberia bem.
Como lá passavam muitas horas à espera que seus animais se sentissem satisfeitos para que pudessem regressar novamente para o seu lar e visto que os anos não paravam e eles já não possuíam a genica que outrora tinham tido nas suas juventudes, eles aproveitavam estas horas para se deitarem juntos sobre a palha para descansar enquanto vigiavam seu gado e deixavam seus pensamentos voarem para as cidades, imaginando assim como seria lá viver. Como seria viver num lugar que desconheciam.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sonhos de uma Cigana

Sou cigana. Minha cultura tem regras, regras essas que põem limites aos meus sonhos. Aos sonhos de todas as mulheres.
gostava de estudar, de ter mais que o 4º ano, de andar no ensino básico, secundário, de entrar na universidade e de me tornar uma mulher com sucesso! Mas minha cultura deixa-me sonhar, mas não concretizar o sonho.
Um dia dia gostava de mudar de vida, de conhecer uma cultura diferente da minha, de viver essa cultura! Mas ó aos homens a possibilidade de concretizar este sonho é possivel.
Minha cultura baseia-se na ideia de que as mulheres não necessitam de estudar para tomar conta da casa, marido e filhos. Baseia-se na ideia de que temos de ter cabelos longos pois é aí que nossa beleza se encontra. Quando ficámos viuvas somos obrigadas a rapá-lo e a tapar nossa cabeça com um lenço, conbrindo-nos por completo de negro. Somos proibidas de concretizar o sonho de viver uma nova vida.
Nós nascemos com nossos futuros já traçados. Nascemos com nossos casamentos já marcados. Sonhar com o homem ideal é possível, mas impossível de concretizar.
Somos obrigadas a casar com um homem cigano, sobre ordem da familia, sob interesse dela.
Mas uma coisa é certa: podemos ser proibidas dde concretizar nossos sonhos, mas ninguém é proinido de sonhar!!

Amor à Primeira Vista

(Escrito como se fosse um rapaz. Apenas suma história.)

Chovia. Estava a regressar a casa. Meu dia não tinha corrido da melhor forma. Estava abatido. Até que a vi! Ambos esperávamos que a luz verde se acende-se. Ambos protegidos pelo guarda-chuva. Mesmo sem o Sol a brilhar ela parecia que brilhava. Pelo menos o meu dia iluminou! Fixei meu olhar nela. Morena, de cabelos negros que lhe caiam sobre os ombros. Seu olhar estava distante, como se olha-se o infinito. Seu corpo era esbelto. Vestia um vestido que lhe acentava na perfeição em sua cintura fina. Ela olhou-me. Senti-me embaraçado mas incapaz de desviar o olhar. Ela sorriu. Meu interior vibrou. Sorri. Seu olhar era fascinante! Não eram seus olhos verdes que me encantavam. Era a maneira como ela olhava. Como se me chama-se para ela. O sinal mudou. Ela avançou em seu passo dançante sempre com seu olhar fixo no meu e o meu no dela. Ela continuava com aquele sorriso fascinante a emoldurar-lhe o rosto. Estava imóvel. Ela avançava. Meu coração acelerava. Ela aproximava-se. Meu estômago revirava. Ela continuava. Meu olhar não se desprendia do dela. Ela estava cada vez mais próxima de mim. Vinha na minha direcção. Eu esperava-a. Metros. Centímetros. Nossos olhares presos um no outro. Senti sua mão na minha. Fechei-a. Ela continuou a avançar. Eu deixei-me ir, arrastado por ela e para ela...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Amigos Virtuais VS Amigos Reais

Afinal qual é a diferença entre amigos virtuais e amigos reais?! A meu ver é só mesmo a parte física porque, em questões de sentimento, acho que tudo é igual.
As conversas são iguais, a confiança pode ser a mesma, a presença nos momentos bons e maus também. O carinho também pode ser dado. Uma palavra de conforto quando mais precisamos também. A única diferença é que não haverá um beijo, não haverá um abraço, não haverá um olhar, não haverá um toque, não haverá um dar a mão. Mas haverá palavras sinceras, palavras sentidas, lágrimas choradas, sorrisos compartilhados, desabafos feitos. Haverá tempo aproveitado e não perdido.
A meu ver, acho que, quando as amizades são virtuais, existe uma maior ligação. Existe mais sinceridade, existe mais paciência, existe mais calma. A confiança também pode ser maior pois sabemos que, esse pessoa não conhecendo as mesmas que nós conhecemos, não há perigo de elas saberem o que sentes, o que pensas ou o que achas! Também é mais fácil confiar porque há certas coisas que nos morrem na garganta quando tentamos falar com alguém pessoalmente pois temos alguém fixo em nós. Temos alguém que verá nossa reacção e nós veremos a dela. Virtualmente isso não existe. Essa pessoa não nos verá a rir nem a chorar, nem ela a nós! Não estou com isto a querer dizer que pessoalmente também não possa haver tal confiança, mas virtualmente é mais fácil.
Por exemplo: quantas e quantas vezes há algo que nos preocupa e nós mandamos mensagem para aquele amigo que todos os dias está connosco só porque sabemos que, pessoalmente, não iremos conseguir dizer nada?!
É estranho, mas é verdade!
E depois o mundo virtual é enorme! Podemos conhecer imensas pessoas com maneiras de pensar diferente, culturas diferentes, de países diferentes. Podemos encontrar pessoas que são completamente o oposto de nós ou, então, praticamente igual a nós! E quantas vezes não acontece que é virtualmente que criamos, inicialmente, uma amizade como tantas outras e que, mais tarde, ela se vem a revelar não amizade, mas amor?!
E depois, essas amizades virtuais, quando se troca números e se tem mensagens grátis, tornam-se muito mais simples, muito mais próximas, muito mais fáceis! Em qualquer sítio, a qualquer hora e por qualquer motivo, podemos enviar uma mensagem para essa pessoa e saberás que ela te irá responder, e que provavelmente até terão uma conversa bastante agradável, te fará uma óptima companhia e nunca se fartará de ti.
Pessoalmente acho que prefiro uma amizade virtual. Não existe tanta hipocrisia, tanta falsidade, tanto interesse. Será apenas uma amizade! Uma bela amizade! E quando nos fartamos podemos simplesmente nunca mais mandar nada nem responder. E também temos sempre a hipótese de que, caso queiramos, possamos marcar um encontro e essa virtualidade continuará a existir mas, nos entre tantos, já houve um olhar, um beijo, um abraço. E a amizade continua. E só nos fortalece…

domingo, 5 de junho de 2011

Amor, um sentimento sem definição

Mas afinal, o que é o amor?!
Segundo a Dama Bete, na sua música que tantas vezes passou na rádio, de seu nome Definição de Amor, no próprio refrão ela diz:

E termina esta sua música sobre o amor, escrita graças à perda que teve, a sua irmã, com a frase:
Não há definição

Todas as suas palavras foram o mais acertadas possível.
Quem ouvir ou ler a letra desta canção, pensa que ela foi escrita pelo coração destroçado, por perda do rapaz que amava, mas é mentira. Sua irmã morreu e ela, na sua dor e revolta, escreveu estas palavras.
A verdade é que o amor, este sentimento tão forte escrito por uma palavra tão pequena, pode ter diversos significados e sentido de diversas maneiras. Amor pelos pais, amor pelos amigos, amor pelos animais de estimação, amor pela nossa cara metade, amor por qualquer outro familiar... Qualquer que seja o sentido desse amor, o resultado é sempre o mesmo: Felicidade ou Dor!
Nuns momentos estamos bem, felizes da vida. Damos amor e recebemos amor. Mas, e quando essa pessoa fica doente? Ou quando se magoa? Ou quando está triste? Ou quando lhe dizemos coisas que não devíamos e a magoamos? Ou quando ela é cruel demais para nós? Ou até, quando a perdemos? Principalmente, para sempre? O que acontece a essa felicidade?
Pois é, passa dor...
E, normalmente, andamos toda a nossa vida nisto! Ora estamos felizes da vida, Ora estamos completamente destroçados e com vontade de desaparecer da face da terra. Ou porque a pessoa que amávamos nos magoou ou porque nós a magoamos. Ou então, simplesmente porque ela não está bem e nós conseguimos, de alguma certa forma, partilhar essa amargura com ela.
Nunca percebi se o amor é um sentimento bom ou mau. E acho que nunca irei perceber. E também acho que ninguém o saberá dizer, mas se estiver enganada corrigem-me! O amor, definitivamente, é um sentimento complicado! É confuso! É completo e incompleto. Tem inicio, meio e fim. Como também tem início mas nunca se lhe é encontrado o fim!
É um sentimento com momentos bons e maus. É um sentimento que tem várias maneiras de ser visto. É um sentimento tão forte que, por vezes, as pessoas até brincam com ele. É um sentimento que pode causar verdade, como a mentira. É um sentimento temporário ou para a vida!
Segunda a wikipédia, isto é o significado da palavra amor:
Segunda esta definição, pode-se dizer que o amor é um sentimento bom! Um sentimento que nos completa, que preenche o nosso vazio interior. Que nos dá felicidade. Que nos faz querer bem a algo ou alguém. Que faz com que sintamos atracção por algo, desejo, satisfação.
Mas a verdade é que ele não só isto. Não é só alegria, não é só felicidade, não é só bem estar!
A verdade é que o amor, como referido anteriormente, também nos pode magoar, ferir, trair.
O amor tanto nos faz ter um sorriso na cara como, de um momento para o outro, nos faz brotar lágrimas incessantemente!
E começo a achar que podia ficar aqui a escrever pela noite dentro, sem chegar a uma conclusão definitiva. Iria sempre ver este sentimento como felicidade e dor, porque é mesmo isso que ele nos faz sentir! Ora felicidade, ora dor. E, se calhar, até as duas coisas em simultâneo!

Decididamente é um sentimento confuso.
Decididamente, não há definição...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Parabéns blog :D

E as 1000 visitas chegaram (e já passa) e eu nem dei por ela :o



Blog, estás de parabéns! =D
E eu também :b

Pela primeira vez, desde que faço parte do blogspot, em apenas 5 meses ultrapassei as 100 visitas! (de caminho tenho mais que o meu blog oficial :( ) E, pela primeira vez, tenho mais visitas no Brasil que em Portugal. O dobro! Um feito de admirar!

E, como tal, e visto que, com apenas 6 textinhos consegui tantas visitas, prometo começar a escrever mais, pelo menos a tentar que a imaginação para isto não chega quando uma pessoa quer, mas farei os possíveis.

Obrigada a todos! E obrigada a quem gostou ;D

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Segredos das palavras guardadas

Adoro escrever. Adoro deixar a caneta deslizar no papel ao ritmo dos meus sentimentos. Ou de tamborear os dedos pelas teclas do PC ao som do bater do meu coração. Adoro escrever aqueles textos profundos, cheios de segredos nas entrelinhas, repleto de palavras profundas, de frases feitas sobre o abstracto. Adoro tudo isso e adorava fazer tudo isso. Mas não posso. Para quem escreveria? O que diria? O que sinto cá dentro para transmitir para as linhas de um texto? Não sei. Não sei nada. Não há ninguém.  Meu coração sofre na solidão. Minhas lágrimas nascem no silêncio e escorrem perante a escuridão. Nada disto muda. Nada disto acaba. E quando penso que posso minimizar por uns instantes tudo isso... Tudo cresce, tudo aumenta.
Gostava de escrever textos de amor, cheios de felicidade, de carinho, e tudo mais. Mas nada disso existe. Já não sei que isso é. Tudo morreu.
Sinto um nó na garganta. Sinto minha garganta apertada. Sinto-me asfixiada pela minha própria dor. Dói, dói muito. Parece que minhas caixa toraxica contrai, me aperta e não me quer libertar. E tudo o que está lá dentro quer sair mas, no estreito da minha garganta fica preso e dali não saí. E é aí que me sufoca. É aí que, com o aperto, os pozinhos mágicos das lágrimas se libertam das palavras, e se manifestam nos meus olhos. Elas nascem. Afogam meu olhar. Tornam-no turbo. E depois, tal como tudo, vão embora. Por um caminho curto mas rápido e breve, e desaparecem.
Minha vida é como meus olhos. Inúmeras lágrimas surgem, e afogam-me. Mas um dia, ofuscam-me e decidem ir embora, deixando-me e partindo. Partindo de repente, sem olhar para trás e desaparecem no vazio que deixam.
Tenho saudades. Saudades do sorriso, saudades das lágrimas de felicidade, das cambalhotas enérgicas na barriga, dos sonhos mágicos, das palavras que tão facilmente nascem em meu peito e que expulso com tanta leveza pela boca. Saudades de me sentir preenchida. Saudades do carinho, da preocupação, da pessoa presente, da companhia pelo caminho que ainda tenho que percorrer. Saudades daquilo que, de alguma forma já tive, mas que desapareceu por entre meus dedos.  

Isto faz-me lembrar o mar imenso que não tem seu fim invisível, tal como a minha vida. E sempre que o tento agarrar com a minha mão, a água escapa-se por entre meus dedos e escorre por meu braço. O que escapa por entre os dedos são aquelas pessoas que surgem mas que rapidamente se vão embora, e as gotas que escorrem são aquelas pessoas que, de alguma certa forma, fizeram parte da minha vida durante um determinado espaço de tempo mas que, tal como as outras, acabam por desaparecer.




Minha vida é apenas mais uma vida. Não há verdadeira vida nela. Não há alegria em vivê-la, nem tão pouco vontade para isso.
Queria poder dizer muito mais, mas há tantas palavras e tão poucas formas de definir o que sinto. Elas não chegam. Elas são insuficientes. Ou eu é que sou insuficientemente capaz de agarrá-las e ordená-las de uma forma a dizer o que sinto, queimar o que me queima, e esquecer o que nas chamas desapareceu....

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Só devemos de lutar, por quem também luta por nós

Mas afinal de que é feita a vida?! De luta e sorte ou só apenas feita pelo destino?!
Eu acho que na vida há ambas as coisas. No amor, acho que é o destino que se encarrega disso. E claro, a sorte também dá mostras da sua existência e não existência. No amor acho que não vale de muito lutar. Podemos lutar incansavelmente mas, se a outra pessoa não tiver os meus objectivos que nós, de lutar por nós como nós lutámos por ela, acho que não vale a pensa andarmos a perder demasiado tempo com isso.
Sim, eu sei! Falar é fácil e tal... Eu também passo por isso. Sei o que é lutar por todos os meios e nada obter. Mas isso não me impede de achar uma perda de tempo. Se não dá, se não correspondem ou, simplesmente não querem, para quê andarmos como cadelas abandonadas a rastejar aos pés deles?! E isto também serve para os rapazes como é óbvio. E não se façam de fortes, que não sofrem com essas coisas e blá blá blá, que vocês são iguais ou piores que as raparigas nisso! Ninguém está livre de amar e sofrer. De sofrer sobre o azar do destino, ou de ser incansavelmente feliz com a sorte do destino. Tudo despende um pouco de nós, sim, mas a maior parte é feita pelo destino. Destino encarregá-se de juntar as pessoas, de fazer com que elas se conheçam e nós temos de tratar do resto. Nada é feito sei um pouco de esforço da nossa parte.
Lutar, mesmo com toda a garra que temos, só por objectivos profissionais ou coisas assim do género. Isso sim, vale a pena! Porque isso depende de nós e apenas de nós! Não precisámos de outrem para alcançar nossos objectivos. Ok que pode haver outras pessoas a ajudarem-nos, como também pode haver outras pessoas a tentar a todo o custo prejudicar-nos, mas isso só acontece se nós deixarmos! Se nós desistirmos. Se nós não lutarmos verdadeiramente! Pode demorar muito tempo mas quando é mesmo aquilo que queremos, que focámo-nos naquilo e faremos de tudo para aquilo alcançar, nós conseguimos! Como eu disse, basta o querermos com toda a força! Mas isto é conte-se porque são bens materiais. São coisas única e simplesmente concretas. Mas com pessoas envolvidas a conversa muda de figura. Também envolve coisas abstractas como os sentimentos e isso nem sempre dá para alcançar.

Uma coisa é garantida:


Só devemos de lutar, por quem também luta por nós!



Isso sim, vale a pena!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

As pessoas das nossas vidas!

Ao longo da nossa vida, desde que nascemos várias pessoas vão passando pelas nossas vidas. Familiares, amigos, conhecidos, conhecidos de conhecidos,... tudo passa, e ninguém fica. Um dia todos partem. Até mesmo nós. Um dia tudo é maravilhoso, por várias dias essa pessoa está junto de nós, por vezes até durante anos! Mas um dia... tudo muda! Ou porque muda de residência, ou porque parte para outro "mundo", de onde de nunca mais poderá voltar. Ou, simplesmente, porque a vida faz com que essa pessoa se afaste da nossa vida. Agora não é desculpa perder-se o contacto. Há a net, há os telefones e os telemóveis, onde rapidamente se obtém resposta da outra pessoa, sem ser necessário estar-se á espera durante semanas, meses, ansiosos pela chegada da carta em resposta como antigamente acontecia. Pode-se até estar no mesmo estado, mas é só por breves instantes. Por breves, segundos, minutos, algumas horas ou, até mesmo, breves, muito breves mesmo, dias.
Durante uma vida cria-se diversos laços com as pessoas, com várias pessoas mesmo! Desde de amor a ódio, de amizade a indiferença.
Tenho 17 anos, mas sinto-me como se tivesses 71 nesse aspecto. Já passaram tantas, mas tantas pessoas pela minha vida... Então com a Internet essas pessoas tornam-se imensas! Já passaram por mim pessoas com quem criei fortes laços, com quem criei belas amizades, carinhos especiais, por quem até mesmo me apaixonei. Também criei amizades, belas amizades! Amizades essas essas que poucas são as que ainda hoje duram e as que continuaram a durar. Hoje já não acredito num futuro com as pessoas, Já não faço um plano de um futuro onde elas até possam estar. Apenas tento traçar o meu futuro, como se estivesse completamente sozinha e as outras pessoas não existissem. Quem tiver que surgir por esses caminhos por mim traçados que surja, na altura que tiver de surgir. Receberei sempre de braços abertos as pessoas que pela minha vida passarem. Durante o tempo que nossas vidas tiverem cruzadas façam o que tenham a fazer. Ensinem-me o que têm a ensinar, façam-me crescer o que ainda me falta crescer. Façam-me conhecer uma nova alegria, uma nova esperança, uma nova felicidade, deiam-me sempre força para lutar, seja através de amor, de ódio, qualquer que seja o sentimento! Todos servem para nos fazer crescer, aprender! Para nos tornar mais fortes! E, quando vossa tarefa na minha vida estiver concluída podem ir embora. Eu deixo! Com um sorriso! Por muitas lágrimas que pela minha cara surgem juro-vos que, no meu interior, haverá sempre um sorriso. Um sorriso de agradecimento por terem feito parte da minha vida e por me terem proporcionado tudo aquilo que me deram.

Já me habituei ás despedidas. Todos os anos, por duas vezes, me despeço do meu sobrinho, irmã e cunhado. Confesso, confesso que fico triste, com saudade e, por vezes, até mesmo com a lágrimita no quanto do olho, mas não choro. Elas não caem. Mais tarde, muito mais tarde até podem voltar a dar sinais de vida, mas já raramente isso acontece pois habituei-me! São 4 anos, 8 despedidas. Uma pessoa acaba por se habituar a isso. E já falta pouquinho para a próxima acontecer.
Neste momento, sempre que alguém volta a surgir no meu caminho, fico triste. Fico com medo. Sinto dor cá dentro, e aperta-me o peito e sufoca-me quando essa pessoa começa, de alguma forma, a marcar minha vida. A dar-me um sorriso, a dar-me uma alegria, uma esperança, uma felicidade. E porquê?! Porque sei que mais tarde ou mais cedo essa pessoa vai partir. Se vai embora deixando em mim uma saudade dos momentos, das conversas, sempre que dela me lembrar. Mas agora não há como guardar isso numa caixinha de recordações. Já não há cartas. Nem fotografias. Há ficheiros. Há históricos. Há mensagens na caixa de entrada que, com um simples clicar numa tecla e um sim de confirmação, tudo desaparece. Tudo se apaga. Deixando apenas recordações em nossa memória que, com o passar do tempo vão-se tornando mais bassas. Mais esbatidas. E a nitidez nunca mais surge.
Mas nem tudo é mau. Há sempre alguém que fica por longos e longos anos. Amigos verdadeiros que, mesmo na distância, de vez em quando lá vão dando sinais de vida, contando as novidades. Relembrando os velhos tempos e, até mesmo, que estão do nosso lados todos e todos os dias!
Mas, para além de amigos, há pessoas que, aconteçam o que acontecer, tomemos o rumo que tomemos estarão sempre nas nossas vidas, lá bem presas, bem marcadas: a nossa família! Podemos até nos chatearmos, podemos até não nos falar durante anos mas, essa ligação nunca, mas nunca desaparecerá!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Adolescência

Afinal, o que é a adolescência?
São anos de crescimento verdadeiro. Anos destinados a uma transição muito importante: de criança, para adulto!
Quando somos crianças sonhamos ser adultos. Quando somos adolescentes apenas sonhámos pela carta. De adulto não queremos mais nada pois o resto assusta. A responsabilidade assusta!
É na adolescência que se tomam uma das decisões mais importantes para o nosso futuro: que área, que profissão queremos exercer para o resto das nossas vidas. As escolhas são inúmeras!, o que não ajuda nadinha á decisão. O que faz com que as dúvidas e as incertezas sejam constantes.
Também é nesta fase que se descobre o verdadeiro significado dos sentimentos. É nesta fase etária que surgem os primeiros amor, as primeiras amizades especiais. É nesta fase que a palavra "amor" e "amizade" ganham verdadeiro significado. Até essa altura, que palavras eram essas? Que significavam elas afinal?! Mas, também é nesta fase que, apesar de já conhecermos um pouco do significado destas palavras que mais as dizemos da boca para fora, algumas vezes, ou até mesmo muitas vezes, sem lhe estarmos a dar o seu devido e verdadeiro significado. São palavras ditas da boca para fora a todas as pessoas que nos mostram um sorriso e um ombro de consolo e pronto. Pensámos logo que aquilo já é uma amizade para a vida!
Mas não é...
Há que ter calma e muita cautela com a aplicação destas palavras. E tem-se que crescer e aprender e aplicá-las bem pois caso contrário... Somos apenas ingénuas que caímos ao ouvir uma palavra bonita. Mas isto também não é uma coisa que se aprende de um dia para o outro. É uma coisa que se aprende ao longo do tempo. Até percebermos verdadeiramente isto muitas vezes vamos errar, muitas vezes vamos sofrer, e várias vezes vamos cair na mesma asneira.
A adolescência é considerada por muitos a idade da estupidez e é bem verdade! É a idade mais importante nas nossas vidas, e é a idade em que mais erramos! Mas também errar faz parte do crescimento. É com esses erros que crescemos, que aprendemos a viver. Mas acho que a vida deveria de ser levada com mais cautela, principalmente na adolescência. É nesta idade que se ganham mais vícios, vícios esses que nos perseguiram para o resto da vida, muitas das vezes. É nesta idade que definimos a nossa personalidade, a nossa maneira de ser, as nossas companhias. É nesta idade que definimos a maior parte do futuro da nossa vida. É nesta idade que, quase sempre, mais lutámos pelos nossos objectivos.
Por isso, adolescentes de Portugal e do Mundo: vivam a adolescência da melhor forma possível, aproveitem tudo o que ela vos fornecem! Errem as vezes que tiverem de errar, sofram e chorem quando for preciso, mas aprendam! Aprendam com isso a crescer! Aprendam a lutar pelos vossos objectivos e pela vossa felicidade! Aprendam a serem FELIZES!!!

(Eu cá ainda estou a aprender e a lutar -.-)

Carpe Diem

Todas as vidas começam com uma infância. Uma infância sem objectivos, sem sentimentos, sem luta, sem o verdadeiro significado de viver! Apenas vê-se novelas de finais felizes, ouve-se histórias de encantar e pensamos: "um dia vou ser feliz com o meu príncipe encantado e rodeados de bebés lindos. Serei rica e terei um grande e bonito castelo! E andarei num cavalo branco..." e todas as demais fantasias. Depois cresce-se e começa a aparecer as paixões. Os namoraditos de trás dos pavilhões, aos quais se dá uns beijitos de bate-chapa e se vai embora. Sem faltar (claro!) as amigas que levamos atreladas para não ficarmos sozinhos. Depois tudo acaba e chorámos perdidamente porque ele nos deixam, se nós gostamos deles (ou pelo menos assim o achamos) porquê que eles também não gostam de nós e blá blá blá.
Depois vem a verdadeira adolescência, mais ou menos por volta dos 14. Onde começamos a aprender o verdadeiro significado dos sentimentos. Onde amámos verdadeiramente e sofremos com todo o significado de dor. Nesta fase pessoas surgem, pessoas desaparecem. Simplesmente porque assim o quiseram ou porque a vida originou que isso acontece-se. Vivemos verdadeiras histórias de amor que, um dia acabam. Ou porque houve traição, ou porque o sentimento diminui, ou porque, simplesmente, acabou! Alguém preferiu acabar e acabou, sem qualquer motivo aparente para tal atitude. E, com a ausência de explicação, sofremos. Sofremos mais do que deveríamos e não esquecemos assim tão facilmente porque falta informação para conseguirmos por um verdadeiro ponto final nessa história! Mas, agora, não podemos esquecer do novo mundo que surgiu neste mundo: o mundo virtual! Onde pessoas se conhecem e onde se cria verdadeiras amizades, onde nos apaixonámos por alguém desconhecido mas que tem uma maneira de ser que nos fascinou, nos cativou e nos fez apaixonar. Muitas vezes nem chegámos a conhecer pessoalmente essas pessoas que nos fazem companhia no mundo virtual. Ou porque não temos disponibilidade ao mesmo tempo, ou porque morámos longe, ou por qualquer outro motivo que impede que isso aconteça! Então, a ligação virtual perdura mas sempre na virtualidade e na imaginação. Na imaginação de como aquela pessoa será pessoalmente, se é mesmo como parece nas fotos ou na web, se pessoalmente mantém a maneira de ser que nos mostra por mensagens. Como seria se essa pessoa fizesse parte física do nosso dia-á-dia e não sei mais quantas coisas que nos passam pela imaginação!
Ao longo da nossa vida, todas as pessoas que passam por ela, fazem-nos escrever um capítulo no livro da nossa vida. Capítulo que acaba um dia ou que dura, dura até ao livro chegar ao fim. Todas as pessoas que por esse livro passam deixam uma cicatriz seja ela de felicidade, de magoa ou, até mesmo, ambas as cicatrizes! Mas, sejam elas boas ou más, são essas mesma cicatrizes que nos fazem crescer! Que nos fazem conhecer o verdadeiro significado de viver! Que nos fazem mudar nossa maneira de ser! Nos ensina a defender-nos das coisas que nos magoam, nos ensina a amar o que realmente merece nosso amor, nos ensina a conhecer as pessoas. Dizem que é com os erros e com as mágoas que se aprende, e é bem verdade! É isso que nos faz crescer. É isso que nos dá o verdadeiro conhecimento da vida! Lutar é viver! Seja por objectivos, seja por sentimentos! A vida é uma luta constante. Sem isso, a vida não teria qualquer significado!

Tenho 17 anos, por tudo isto já passei, Por tudo isto voltarei a passar. Mas não irei desistir. Um dia a felicidade deixará de ser temporária e passará a ser definitiva!

A vida deve resumir-se a isto: Carpe Diem!