(Escrito como se fosse um rapaz. Apenas suma história.)
Chovia. Estava a regressar a casa. Meu dia não tinha corrido da melhor forma. Estava abatido. Até que a vi! Ambos esperávamos que a luz verde se acende-se. Ambos protegidos pelo guarda-chuva. Mesmo sem o Sol a brilhar ela parecia que brilhava. Pelo menos o meu dia iluminou! Fixei meu olhar nela. Morena, de cabelos negros que lhe caiam sobre os ombros. Seu olhar estava distante, como se olha-se o infinito. Seu corpo era esbelto. Vestia um vestido que lhe acentava na perfeição em sua cintura fina. Ela olhou-me. Senti-me embaraçado mas incapaz de desviar o olhar. Ela sorriu. Meu interior vibrou. Sorri. Seu olhar era fascinante! Não eram seus olhos verdes que me encantavam. Era a maneira como ela olhava. Como se me chama-se para ela. O sinal mudou. Ela avançou em seu passo dançante sempre com seu olhar fixo no meu e o meu no dela. Ela continuava com aquele sorriso fascinante a emoldurar-lhe o rosto. Estava imóvel. Ela avançava. Meu coração acelerava. Ela aproximava-se. Meu estômago revirava. Ela continuava. Meu olhar não se desprendia do dela. Ela estava cada vez mais próxima de mim. Vinha na minha direcção. Eu esperava-a. Metros. Centímetros. Nossos olhares presos um no outro. Senti sua mão na minha. Fechei-a. Ela continuou a avançar. Eu deixei-me ir, arrastado por ela e para ela...

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